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A CORAGEM DE SER QUEM SOMOS

A CORAGEM DE SER QUEM SOMOS

 

Janeiro começou e agora bora pra action e fazer deste 2021 um ano cheio de realizações e conquistas, certo? Mas ...  faz sentido o que planejamos para 2021 ou o que já estamos fazendo? Sem antes refletirmos novamente sobre o nosso propósito e nos perguntarmos de novo: 

 

Quem sou eu? O que eu vim fazer aqui? Qual é o significado dessa minha existência?

 

Encontrei esses questionamento no livro propósito de Sri Prem Baba (líder humanitário e mestre espiritual brasileiro) e compartilho agora com vocês alguns trechos interessantes a respeito do tema. A seguir:

Sabemos que estamos alinhados com o nosso propósito quando encontramos um motivo real para acordarmos e vivermos o dia com alegria! E esse motivo, em última análise, é vivermos o amor!

O nosso trabalho enquanto seres humanos é despertar o amor, em todos e em todos os lugares.

Hoje sofremos de uma profunda doença chamada egoísmo (a doença do ego), que nos leva a manifestar um grau insustentável de desrespeito à natureza e aos outros seres humanos, além de uma profunda ignorância em relação ao significado da vida.

 

Não fomos capazes de encontrar a tão desejada felicidade. E isso ocorre pelo fato de estarmos buscando no lugar errado – fora de nós. A felicidade não está no futuro, nos bens materiais ou na opinião que os outros têm sobre nós. Ela está aqui e agora, dentro de nós.

Precisamos ter coragem e humildade para abrir mão do orgulho e assumir nossos erros.

Saber qual é o propósito é saber o que viemos fazer aqui. E o que viemos fazer aqui está intimamente relacionado àquilo que somos em essência, ou seja, o programa individual da alma está relacionado à consciência do ser. Assim como a laranjeira só pode dar laranjas, o ser humano só pode dar um tipo de fruto: o amor pois o amor é a sua essência. Entretanto, o amor é um fruto que pode se manifestar de infinitas formas. Cada alma traz consigo dons e talentos que são a maneira única por meio da qual o amor se expressa através de nós.

Tudo que se manifesta agora em nossas vidas é um produto das nossas ações do passado.

Ao reconhecermos nossa verdadeira identidade, nos tornamos livres para ser quem somos.

A entidade humana chega a este plano livre, amando e confiando. Ao nascer, a criança ainda tem uma lembrança de quem ela é e do que veio fazer aqui. Mas com o passar do tempo, através do contato com o mundo, ela vai cedendo a influências externas, adquirindo crenças e reprimindo sua expressão natural. Como sabemos, a fundação da personalidade acontece nos primeiros sete anos de vida. Algumas aquisições ocorrem depois. Logo cedo a criança pode começar a sentir-se carente e insegura; ela começa a sentir ciúme, raiva e inveja ... E isso não acontece por acaso. Ela aprende isso com aqueles que estão ao seu redor, prioritariamente com os pais, mas também com os educadores e demais familiares próximos. Essas pessoas participam do processo de desenvolvimento da personalidade daquela alma. E, por ignorância, acabam transferindo para a criança as suas misérias e carências. Com isso é estabelecido um circulo vicioso no qual ignorância procria ignorância.

O programa da alma impele a pessoa a se mover numa direção, mas a mente condicionada por fatores externos faz com que ela siga em outra. Essa contradição gera sofrimento. 

Normalmente, até o início da juventude, uma pessoa ainda tem a visão clara daquilo que veio fazer: carrega um forte anseio, traz consigo sonhos que são expressões do seu propósito, mas aos poucos vai se esquecendo e acreditando nas vozes externas que insistem em dizer que esse sonho é impossível de ser realizado, que esse caminho não é bom, ou, ainda, que a pessoa não tem capacidade para isso. Aos poucos, ela vai cedendo a essas vozes até que desiste e se esquece completamente dos seus sonhos e passa a sonhar o sonho dos outros. 

Se já teve a oportunidade de acompanhar o crescimento de uma criança, você sabe que ela nasce confiando e amando com toda a sua pureza. 

A crença é construída a partir de situações negativas do passado. Isso significa que algo que deu errado, alguma coisa te machucou, então você passou a acreditar que a vida é sempre assim. Trata-se de uma generalização.

A completude somente é alcançada quando o ser e o fazer se alinham.

A verdadeira felicidade só pode nascer daquilo que é real, do que permanece. E aquilo que é real nasce da plenitude interior. É quando podemos nos sentir completos por sermos o que somos. E isso só é possível quando podemos manifestar o propósito da nossa alma. Esse é o verdadeiro sucesso – é um sentimento de satisfação, de preenchimento, de estar no lugar certo. Quando isso acontece, nos harmonizamos com o fluxo da vida e, naturalmente, temos nossas necessidades atendidas. Tudo melhora, inclusive a vida material. A prosperidade, quando é fruto do encontro consigo mesmo, é um presente divino que está a serviço do propósito maior. Mas enquanto não tocamos esse núcleo interno, tudo aquilo que produzimos e construímos é para fugir de algo ou para nos protegermos de alguma coisa.

A sua felicidade dura apenas enquanto o outro corresponde às suas expectativas. Enquanto o outro está ali do seu lado, olhando só para você e te dando toda atenção, você se sente muito importante e confiante, mas basta o outro dar uma olhadinha para o lado para que você volte a se sentir um miserável. Se a sua felicidade depende do outro, se tudo que você conquista é para ser importante para o outro, isso não é felicidade, é dependência.

A essência da experiência humana é a expansão da consciência, por isso tudo que construímos precisa ter bases sólidas no mundo interno.

O que você conquistou lá fora não é o problema. O problema é não conquistar a si próprio.

Autoconhecimento é sinônimo de lembrança de si mesmo. Quando lembramos da nossa identidade real, retornamos automaticamente ao caminho do coração, que é o programa da nossa alma. Esse é o encaixe, o alinhamento ao qual me refiro. Porque, ao nos desviarmos do caminho do coração, passamos a nos sentir desencaixados. Se não estamos seguindo o programa da nossa alma, não importa o tamanho do sucesso que conquistamos no mundo, continuamos carregando uma angústia. Muitas vezes não percebemos, pois estamos muito envolvidos na luta pelo sucesso ...

Se eu não tivesse que ganhar dinheiro nem agradar alguém, o que eu faria da minha vida? O que eu faria com o meu tempo?

Quando você é um estranho para si mesmo, nem o mundo inteiro é capaz de preenchê-lo.

Realização é sinônimo de acordar, significa parar de sonhar.

Todo ser humano nasce com determinadas habilidades ou potenciais latentes, que também podemos chamar de dons. Um dom, quando desenvolvido, torna-se um talento, ou seja, algo que a pessoa faz muito bem e com facilidade. Normalmente, o talento da pessoa é algo que ela gosta muito de fazer, é uma paixão.

A prosperidade sobrevive do compartilhar. Não é possível ser verdadeiramente próspero sem que se compartilhe o que é recebido. Você pode acumular dinheiro e conhecimento, pode ter muitos talentos e muitas ideias, mas se não compartilhar (o que significa não colocar em movimento), inevitavelmente o fluxo da prosperidade será bloqueado.

Normalmente, a pessoa que mais tem medo de não receber é a pessoa que menos consegue dar. O medo faz com que ela não confie que irá receber de volta o que tem para dar, e com isso ela não entrega e acaba também deixando de receber. Esse é um dos sintomas do medo da escassez, que é um desdobramento da falta de confiança.

Quando você consegue finalmente reconhecer e admitir que é você quem escolhe não realizar os seus sonhos e desejos, é possível dar início ao processo de transformação das suas contradições – o não começa a se transformar em sim.

O modelo de vida no qual as pessoas precisam trabalhar muito, receber pouco e relaxar menos ainda é, sem dúvida, um produto do esquecimento do propósito da vida. Como mencionei anteriormente, o dinheiro deixou de ser um meio pelo qual podemos desfrutar da vida e passou a ser o fim, pois ter sucesso é sinônimo de ter dinheiro. Com isso nos acostumamos a passar a maior parte do tempo em busca do dinheiro, mas não temos tempo para desfrutar daquilo que ele proporciona. E muitos, mesmo trabalhando tanto, não recebem o suficiente para desfrutar e ter conforto na vida. A maioria está apenas garantindo a sobrevivência.

É importante lembrar que a vida nesse corpo tem um prazo de validade muito curto. O tempo é aquilo que temos de mais valioso. Quando você menos espera, a vida passa, o jogo acaba, por isso não desperdice o seu tempo com coisas inúteis.  

Ter consciência do propósito é sinônimo de ter consciência do serviço, pois o seu propósito nada mais é do que o serviço que você veio prestar à humanidade. E ter esse entendimento é a maior bênção que um ser humano pode receber na vida.

 

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Zhang Yi Ling
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Chinês, estatístico, cientista de dados, coach, escritor, apaixonado por educação, curioso, audaz, determinado, trabalha com os números, mas gosta das pessoas ;) #sevocepodesonharvocepoderealizar

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