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ANÁLISE DE DADOS - O Gráfico de dispersão

ANÁLISE DE DADOS  - O Gráfico de dispersão
Zhang Yi Ling
jul. 19 - 3 min de leitura
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         Será que as cegonhas trazem os bebês?

Gustav Fischer, um estatístico da Dinamarca, apresentou em um gráfico a população da cidade de Oldenburg( Alemanha) durante sete anos e o número de cegonhas observadas em cada ano. Mostrando que existe correlação positiva entre o tamanho da população e o número de cegonhas. No entanto, a correlação entre essas duas variáveis não significa uma relação de causa e efeito, é na verdade uma correlação espúria.  Existe na verdade, uma terceira variável, o aumento do fluxo migratório para essa cidade, resultando no aumento do número de casas construídas, e consequentemente das famílias (dos bebês). E como é uma região fria, as casas da época exigiam a presença de uma lareira e uma chaminé. E, nessas chaminés, as cegonhas costumam fazer seus ninhos. Assim, com mais locais para fazer ninhos, a população de cegonhas aumentou. 

                                                     Coeficiente de correlação = 0,94126

Os gráficos de dispersão são usados para examinar a associação ou relação entre duas medidas. Por exemplo: número de crimes versus taxa de desemprego, demanda versus oferta. A medição da relação entre duas variáveis é chamada de coeficiente de correlação. Um valor que varia entre -1 e 1. Valores próximos de zero indicam correlação fraca, e valores próximos de -1 ou +1 indicam correlação forte.

Correlação positiva: As duas medidas crescem na mesma direção. Por exemplo: os preços sobem quando a procura por determinado produto aumenta.

Correlação negativa: Quando uma medida aumenta a outra diminui. Por exemplo: aumento de velocidade e diminuição do tempo.

Correlação nula: quando uma medida cresce ou decresce e a outra varia ao acaso, não existe relação.

 

E de onde vem o mito que os bebês são trazidos pelas cegonhas?

O mito da cegonha foi originado na Alemanha, há vários séculos.

O comportamento natural dessas aves dá uma pista de sua associação com o nascimento de um bebê. Sendo um pássaro migratório, a cegonha branca voaria para o sul no outono e voltaria para a Europa nove meses depois. Geralmente elas poderiam ser vistas em direção ao norte entre os meses de março e abril. Bebês nascidos nesses meses geralmente são concebidos por volta de junho do ano anterior. O solstício de verão, em 21 de junho, é uma celebração que o paganismo associou ao casamento e à fertilidade. Como muitos casamentos aconteceriam nesse tempo, muitos bebês nasceriam por volta da mesma época em que as cegonhas poderiam ser vistas voando para o norte. Está feita a conexão: a cegonha traz o bebê.

 

 


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