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Black is King!

Black is King!

Nos últimos dias, me fizeram a seguinte pergunta: Quem será o Arthur em agosto de 2025? E a resposta para essa pergunta é simples. O Arthur será o Black Panther.

Calma, é isso mesmo que você leu e não, eu não estou ficando louco, deixa que eu vou explicar. Mas antes disso, precisamos voltar um pouco na minha história. Quando criança, ao me fazer essa mesma pergunta, eu responderia da seguinte forma:

O que eu quero ser quando crescer? Bom eu quero ser marinheiro, ainda estarei usando aquela farda branca ou talvez eu queira ser um executivo, presidir reuniões em uma sala bem grande. Na verdade eu quero ser ator, ficar famoso pelo meu trabalho.

            Sim, eu responderia exatamente dessa forma, e como vocês estão vendo sempre quis algo que para muitos é impossível de conseguir, posições de grande prestígio mas totalmente fora da minha realidade.  Eu falo isso não por acreditar que era impossível, mas com o passar dos tempos eu fui vendo as risadas e as tentativas de desmotivação por todos ao meu redor, pois onde já se viu, um menino preto, do interior com sonhos tão grandes assim? É melhor sonhar menor, mais fácil de se realizar, eles disseram. E o tempo foi passando e passando.

            Ok, mas onde que o Pantera Negra, entra nesta história, Arthur? Calma, que estamos quase lá. Como toda criança, crescemos admirando os personagens de desenho. E eu adorava os heróis. Batman, Superman, Aquaman, eu poderia citar inúmeros heróis, mas nenhum se parecia comigo, fisicamente. E por mais que era uma característica que não me fazia ficar triste ou algo do tipo, eu sabia que faltava alguma coisa que até então eu não saberia explicar. Mas apareceu o Super Choque na minha vida, e foi aquele momento que meus olhos brilharam: um herói preto. Virgel era seu nome. O menino Arthur se deslumbrou naquele momento, e tentou buscar por mais referências, pois aquela sensação não podia passar e ficar condicionada a apenas em um herói dentre tantos. Mas não o encontrou. Até que depois de adulto, ele chegou.

            Vocês já sabem de quem eu vou falar agora. Em um belo dia ensolarado, resolvi assistir uma história que mudaria para sempre o que eu acreditava da vida. Imagina aquele menino, que todos desacreditavam e que todos desencorajavam, assistindo um filme de um herói negro, e mais que isso, um rei. Onde os personagens em suma maioria, eram todos pretos, e absolutamente todos exalando poder. Naquele momento, eu decidi: sim, eu quero ser o Black Panther. E nesse etapa, pode está parecendo para você, caro leitor, um texto sem sentido, por isso vamos deixar um pouco em stand-by o rei T’challa e falar de Chadwick Boseman.

            Esse nome, nos últimos dias, foi o nome mais falado nas redes sociais. Lágrimas não faltaram por muitos, ao pronunciá-lo. Chadwick faleceu precocemente aos 43 anos, vítima de câncer. Nosso, e para sempre, pantera negra, foi para uma nova jornada. Chadwick quebrou muitas barreiras para chegar no topo do sucesso, como ele mesmo disse. Um jovem, talentoso e negro, e  é claro que as pessoas repetiam a mesma frase que já conhecemos: “Não há espaço para você”. Hoje acredito que se tornou normalidade, os jovens negros ouvirem coincidentemente a mesma frase em algum momento de suas vidas.  Mas isso não foi capaz de pará-lo. Ele sabia que tinha mais do que oferecer, ele sabia que ele não podia deixar-se por convencido de que o futuro dele, teria sido decidido por alguém, que o julgava pela cor de sua pele.

            Chadwick Boseman, trouxe a esperança e a sede por vencer, então eu repito: Em 2025, o Arthur será o Black Panther, o Arthur quer ser um rei. E não estou falando de combater vilões, ou salvar o mundo. Estou falando da pessoa que quer conquistar o mundo. Eu quero ter a chance de através do meu trabalho e esforço, ajudar as pessoas da maneira mais simplória que exista. Quero estar transformando realidades, para um futuro melhor. Quero estar motivando mais jovens a arriscarem nos seus sonhos, independente da carreira que escolher e principalmente independente de sua cor. Quero fazer do mundo em que vivemos um lugar com mais igualdade e representatividade, um mundo onde um menino preto chegue em uma sala de aula de 100 alunos em engenharia e não tenha apenas 5 alunos pretos. Quero fazer com que em 2025 tenham mais médicos pretos em todos os postos de saúde. Quero ver juízes pretos, nas televisões quero ver atores negros em papéis de protagonistas, quero que as crianças se reconheçam. Quero um mundo onde um jovem não seja impedido de sonhar.

            Chadwick visitava hospitais de crianças com câncer para levar sorrisos. Ele sabia que ali ele poderia fazer a diferença, mesmo que fosse mínima. E é cruel que o destino tenha o levado tão cedo. Eu acredito que eu tenho um leque de oportunidades nesses 5 anos. Caminhos que eu nem imagino que eu possa conquistar. E é por isso que eu posso não especificar ao certo quem será e onde estará o Arthur em 2025, mas pode ter certeza, que estará seguindo os mesmos passos de Chadwick Boseman.

            Este texto é uma homenagem de um jovem preto que teve sua vida transformada por uma grande inspiração.  Hoje eu sei que eu posso querer o poder, sem me autossabotar. Estou pronto para ser um líder das minhas próprias escolhas e mais ainda, pronto para transformar muito mais histórias além da minha. O Pantera negra vive em mim. E é assim que eu quero ser lembrado, não apenas em 2025 mas a partir da data de hoje.

 

Agora mais do que nunca, as ilusões da segregação, ameaçam nossa existência. Todos nós sabemos a verdade. Mais coisas nos conectam do que nos separam. Mas em tempos de crise, os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem barreiras. Nós devemos achar uma forma de cuidar uns dos outros, como se fôssemos uma única tribo. – Rei T’Challa, Pantera Negra.

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