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O JOGO DO CONTENTE

O JOGO DO CONTENTE
Zhang Yi Ling
jan. 2 - 3 min de leitura
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Hoje quero compartilhar um trecho de um livro incrível que a Eleanor Hodgman Porter escreveu sobre a menina Poliana. É uma parte, em que a menina cita um jogo que aprendeu com o pai: o jogo do contente. Acompanhem o trecho da conversa que ela teve com a empregada da casa da tia, Nancy. Para entender como ele funciona. 

 

— O “jogo do contente”, não conhece?
— Quem meteu isso na sua cabeça, meu bem?
— Foi meu pai. É um jogo lindo. Desde que eu era criança brincava disso. Depois ensinei às senhoras da Auxiliadora, e elas também gostaram.
— Como é que se joga? — quis saber Nancy. — Não entendo muito de jogos.
Poliana sorriu e, depois de um suspiro, disse:
— Tudo começou por causa de umas muletas que vieram na caixa de donativos para o missionário.
— Muletas? — admirou-se Nancy.
— Isso mesmo. Eu tinha pedido uma boneca a papai e, quando a caixa chegou, só havia dentro um par de muletas para criança. Foi assim que começou.
— E onde é que está o jogo?
— Bem, o jogo se resume em encontrar alegria, seja lá no que for — concluiu Poliana, séria. — Começamos com as muletinhas.
— E onde está a alegria? — estranhou Nancy. — Encontrar muletas em lugar de bonecas...
— É isso aí. — A menina bateu palmas de contente. — No começo também não entendi. Depois, com calma, papai me explicou tudo.
— Então, explique-me também.
— Fiquei alegre justamente porque não precisava de muletas — esclareceu Poliana. —Viu como é fácil?

— Ora, isso é bobagem! — exclamou Nancy.
— Nada de bobagem. O jogo é lindo. Desde aquele dia, quando acontece alguma coisa ruim, mais engraçado fica o jogo. Difícil foi quando papai morreu e eu fiquei sozinha com as senhoras da Auxiliadora...
— E quando viu aquele quartinho feio, sem tapetes, sem quadros, sem graça? Como foi?
— perguntou Nancy.
— Foi duro. Eu me senti tão só! Naquela hora não tive vontade de “jogar”. Só me lembrava do que eu tanto havia desejado. Depois, lembrei-me do espelho e das minhas sardas e fiquei alegre. E o “quadro” da janela me deixou mais contente ainda. Com um pouco de esforço, conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos achar...

E aí vamos  jogar?  Eu vou começar para dar o exemplo:

Eu sofri um acidente de bicicleta há alguns anos, e meu braço direito ficou engessado por 3 meses. Que bom que aconteceu isso, eu estava fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, e precisava de um descanso. Antes do acidente, eu estava já algum tempo tentando aprender a teclar com os 10 dedos, nunca consegui. Por causa do acidente, eu tive que ficar em casa parado e nesse tempo fiquei todos os dias decorando as teclas do teclado: a ordem delas e criando esse mapa na minha mente. Depois de 3 meses que retiraram meu gesso, todo esse mapa foi para o meu inconsciente. Hoje, eu digito sem olhar para o teclado, apenas pensando no que precisa escrever e meus dedos indo até as teclas. Ainda bem que aconteceu esse acidente, eu ganhei uma nova habilidade e aprendi a configurar o cérebro: o poder do cérebro.

 

E aí, já jogou hoje? O que acha de lembrar de alguma história da sua vida e compartilhar nos comentários o seu jogo do contente? :)

 

 


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