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Os múltiplos papéis do empreendedor de alto impacto

Os múltiplos papéis do empreendedor de alto impacto

Não é de hoje que o empreendedor precisa equilibrar-se em múltiplos papéis. A diversidade de sua atuação pode ser observada com clareza e é proporcional à grandeza e complexidade inerentes a seu negócio. Trata-se de algo enfático no chamado empreendedorismo de alto impacto, que cresce à velocidade da luz, com portes e formas variados. Quando alguém abre uma empresa, é comum desempenhar papel mais operacional, por questões de sobrevivência e otimização de custos, com muito foco no curtíssimo prazo, na próxima venda, entrega e assim por diante.

Porém, se a pessoa estiver criando uma startup, além de resolver as necessidades mais urgentes, precisará de um olhar em longo prazo. Ou seja, será necessário desenvolver um negócio capaz de resistir aos choques de mercado e atender à necessidade de escala.

Analisando-se a questão sobre a ótica deste caso específico, são três os principais papéis do empreendedor de uma startup: o primeiro é o idealizador; o segundo, o executivo; e o terceiro, o sócio da empresa que criou. Levando em consideração as diferentes missões, somadas entre a jornada do empreendedorismo de alto impacto e o empreendedor de primeira viagem, o novo empresário precisará aprender a jogar nessas três posições ao mesmo tempo, apesar da distinção entre elas.

Muitos são excelentes criadores, mas péssimos executivos. Seus produtos são o estado da arte, mas suas empreitadas sofrem na execução e muitas vezes não têm qualquer senso de negócio, estando fadadas ao nanismo. Outros são executores fantásticos e capazes de escalar qualquer coisa, mas não conseguem visualizar o longo prazo e tampouco trabalhar com seus sócios e aceitar a opinião de seus investidores. Neste caso, correm o risco de ser demitidos da própria empresa, como já aconteceu com Steve Jobs, por exemplo, ou sair por conta própria, por entenderem que os planos da organização não estão alinhados.

Por fim, existem empreendedores que só conseguem entrar em negócios que já ultrapassaram a fase de “validação”. Eles normalmente gostam de alocar capital e conhecimento, com foco nos assuntos societários e se envolvendo com os acionistas, na figura de diplomata, o que muitas vezes pode burocratizar demais o processo e até mesmo matar a agilidade do empreendimento nascente.

Não existem perfis completos, mas, com certeza, a busca pela complementaridade é um dos tópicos mais importantes para todo empreendedor e fator-chave de sucesso para os negócios empreendimento. Em 2019, foi publicado artigo na Havard Business Review, escrito por Eva de Mol, intitulado What Makes a Successful Startup Team. A diretora do fundo de investimentos em startups CapitalT enfatiza no texto que 60% dos novos empreendimentos falham por problemas no time. A autora também observa que a combinação de hard skills com soft skills pode fazer a diferença, especialmente se houver um balanço entre a experiência e visão e paixão, além da discussão de que os melhores empreendimentos surgem de empreendedores apaixonados e com visão estratégica compartilhada entre seus membros.

O fato é que a combinação entre a visão de longo prazo dos fundadores e a paixão pelo negócio pode ser um dos fatores mais importantes na concepção do empreendedorismo de alto impacto. Afinal, construir uma startup é uma longa jornada, turbulenta e tortuosa. Sem a complementaridade do time fundador e alinhamento sobre o que espera do futuro, o plano de negócios e o currículo dos empreendedores não passam de pedaços de papel e a nova empresa pode ser mais uma a caminho do vale da morte

 por Robson Del Fiol e Carolina de Oliveira

COMUNIDADE CEO DO FUTURO
Robson Del Fiol
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Digital Marketing, Innovation, Startups Ecosystem, Advisory Board.

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