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Startup de sucesso: quando o propósito encontra a criatividade e a dor do cliente

Startup de sucesso: quando o propósito encontra a criatividade e a dor do cliente

Um dos principais motivos para uma startup fracassar ou não atingir as metas estipuladas está originada na raiz da sua criação: o seu propósito. Segundo Arnaldo Neto, autor do best-seller Vivendo de Propósito:

 Propósito é a marca que um indivíduo ou organização deixa no mundo, o que se faz para próximo.

Diante disso,  uma startup deve deixar de lado o ego e os vieses e se concentrar em inicialmente definir um problema da sociedade para atacar, o qual não precisa ser necessariamente um problema jamais observado.

Porém, como criar uma solução para um problema novo ou uma solução inédita (obviamente, otimizada) para um problema já observado?! Sendo humano! Como seres humanos, nossa imaginação é intrínseca a nossa existência. Murilo Gun, fundador da Keep Learning School,  define a criatividade como:

 Criatividade é o uso da imaginação a fim de resolver problemas através da combinação de diferentes inputs.

Então, a criatividade é uma soft-skill que pode se desenvolvida quando nós:

  1. Desaprendemos os bloqueios individuais construídos principalmente durante a infância e adolescência;
  2. investimos em autoconhecimento para descobrir o que nos coloca em flow;
  3. aumentamos os conhecimentos generalistas a fim de expandir nosso repertório;
  4. paramos! Segundo o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), a mente inconsciente é maior que o intelecto porém só pode ser acessada quando silenciamos a mente consciente. Algumas técnicas de silenciamento desta são meditação, yoga, corrida ou até banhar-se.

Definidos o problema e sua resolução, é a hora de testar e validar a ideia. Para isso, é fundamental a participação do cliente durante a análise crítica do produto na versão de teste do produto potencialmente utilizável. O cliente deve responder algumas perguntas como: “A proposta do serviço/produto é clara?”; “Me sinto confortável utilizando o serviço/produto?”; e “O serviço/produto vai simplificar e resolver meu problema?” Além disso, essa etapa também é importante mesmo no insucesso, pois adiciona um input que deve ser retroalimentado para a ideia otimizada.

Na hora de formar o time de desenvolvimento, Jack Welch (1935-2020), ex-CEO da General Electric, em seu livro Paixão por vencer, recomenda a formação de um time composto individualmente por pessoas íntegras, inteligentes (curiosas e capazes de utilizar o conhecimento para resolver problemas), maduras (empáticas e confiantes), positivas (capazes de ser energizar), engajadoras (capazes de energizar o próximo), corajosas (sem medo do risco) e proativas. Além, claro, de um time que coletivamente é multi-disciplinar e, por consequência, se complementa.

Quanto à tecnologia, ela já é uma realidade e molda o mercado de trabalho, logo, ignorá-la é ficar para trás. Uma pesquisa recente da UnB aponta que 30 milhões de postos de trabalho podem ser substituídos por máquinas e softwares até 2026. Porém, felizmente na contramão, a tecnologia está facilmente disponível, startups podem e devem ser orquestradores de tecnologia e usá-la de forma diferente seja coletando cada vez mais uma maior quantidade e variabilidade de dados, seja analisando os dados de forma descritiva para extrair conhecimento e tomar decisões (business intelligence) ou preditiva para treinar algoritmos para encontrar padrões nos dados de forma automática e então fazer previsões (machine learning).

E, por fim, um mercado grande o suficiente para o negócio existir: clientes cujas dores não estão sendo ou podem ser melhor atendidas e um modelo de negócio cujo foco é agregar valor ao cliente oferecendo o que ele precisa (podendo exceder sua expectativa, porém, nunca menos ou diferente de o que ele precisa), como ele precisa e quando ele precisa. Com vantagens competitivas sustentáveis e uma estratégia vencedora, tem-se o passo-a-passo de uma startup vencedora. Agora mãos na massa na Turma 33 Academia de Talentos.

 

 

COMUNIDADE CEO DO FUTURO
Filipe Augusto
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Sou engenheiro químico e apaixonado por gestão de projetos e suas ferramentas. Possuo mestrado em engenharia de processos e durante os últimos anos, me especializei em simulação, integração e otimização de processos.

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