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Uma proposta de um novo modelo econômico que pode contribuir com a desigualdade

Uma proposta de um novo modelo econômico que pode contribuir com a desigualdade

No último artigo que postei aqui vimos que o mundo fora surpreendido pela pandemia de COVID-19, que vem sem precedentes impactando toda a sociedade, economia, política, cultura e história expondo a fragilidade o sistema econômico atual, o capitalismo.

Confira o ultimo artigo: A Importância da Economia Circular na Sociedade Pós Pandemia

Até pouco tempo atrás, a expansão física do sistema econômico e a degradação gerada não eram perceptíveis, por mais que houvesse crises, a crença de que o sistema forneceria o necessário para o crescente consumo continuava inabalada. De acordo com alguns estudos, o atual modelo econômico - baseado na propriedade privada dos meios de produção e sua operação com fins lucrativos - vem acarretando não somente uma crise ecológica por meio da degradação do ecossistemas naturais de forma mais acelerados mas também uma crise relacionado diretamente com a pobreza e o mal estar da grande parcela da população, tudo isto desde que o capitalismo entrou em sua fase de globalização e sob hegemonia neoliberal. 

Capitalismo: O que é? E como surgiu?

Ainda em concordância com o ultimo artigo, na qual foi baseado nas Perspectivas Teóricas sobre Organização em uma era pós crescimento, a proposta de uma economia descrente defende que  o governo deve priorizar a melhoria dos resultados sociais e ambientais antes do PIB e para que isso aconteça, instituições socialmente essenciais como o estado de bem-estar, saúde, a educação e a proteção ambiental precisam ser reformadas para que sejam independentes das perturbações no crescimento do PIB. Visualizando realidades alternativas e escapando da tirania do crescimento e a acumulação requer a reinvenção de nossas relações econômicas, ecológicas e sociais.

Busca de respostas e soluções para organizar o Decrescimento 

A exposição gritante sobre a vulnerabilidade da economia, realçada pela pandemia, fez com que diversos campos da ciência, especialmente a de gestão e administração, ganhasse força em busca de respostas e soluções para organizar o decrescimento de modo a evitar o distanciamento da aplicação prática dos conceitos. 

O artigo,  “Organizando o decrescimento: a política ontológica de atuação decrescimento em OMS”, organizado pela revista SAGE  é um exemplo deste esforço, que pesquisadores, tem realizado para esclarecer a atuação da economia do decrescimento sobre a perspectiva de gestão e administração (OMS).

estudo argumenta que o ‘Decrescimento múltiplo’ é estudo que assume diferentes formas à medida que circula entre diferentes comunidades e dentro de seus respectivos limites, arranjos institucionais, práticas e agendas. Para isto há três conjuntos de práticas que caracterizam engajamentos de decrescimento de OMS existentes: ​

Com este estudo, o decrescimento provou até agora ser muito elástico e acionável, permitindo múltiplas representações em diferentes configurações de fronteiras sendo que estas três praticas (estabilização, reconfiguração e projeção) estão interligadas à medida que (re) reúnem versões diferentes de decrescimento nos estudos de organização e gestão.

Economia Donuts: uma proposta de um novo modelo econômico 

Estamos em 2021, porem nossos atos e decisões econômicas são (quase) os mesmos dos praticados na década de 60, fundamentadas no crescimento contínuo e infinito tendo como bussola unicamente o indicador de Produto Interno Bruto (PIB). 

E se começássemos a economia não com teorias estabelecidas, mas com os objetivos de longo prazo da humanidade e como alcançá-los? 

Uma alternativa proposta pela economista Kate Raworth pode ser a resposta de uma mudança radical de mindset: a Economia Donut.

Os estudos de Kate sugere uma atualização da economia com uma visão voltada não apenas por nosso bem-estar e prosperidade, mas também por nosso planeta. Para ilustrar os fatores não visíveis na atual economia, ela desenvolveu um modelo em formato de rosquinha, conhecido como o “Modelo Donut”, que inclui doze aspectos de nossa base social, bem como nove fronteiras planetárias e explica que o espaço ideal de nossa economia está entre esses dois elementos. Seu trabalho é um alerta para transformar nossa visão de mundo capitalista, que visa o crescimento, em uma perspectiva mais equilibrada e sustentável que permite que os seres humanos e o planeta prosperem.

Em resumo o modelo sugere entrarmos e permanecemos em um "espaço seguro e justo" para a sociedade e planeta. Como visto na imagem a seguir ainda temos um grande trabalho pela frente: milhões de pessoas ainda não têm o essencial da vida, vivendo diariamente com fome, analfabetismo, insegurança e falta de voz. Ao mesmo tempo, a pressão coletiva da humanidade no planeta já ultrapassou pelo menos quatro fronteiras planetárias: para mudanças climáticas, conversão de terras, uso de fertilizantes e perda de biodiversidade.

Não poderemos mudar a economia da noite para o dia, mas podemos mudá-la no futuro, quando percebermos que nos jovens de hoje somos os tomadores de decisão de amanhã e por isso devemos repensar o que praticamos no nosso dia a dia.

Para saber mais: 


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